e sua paixão pelo inverno ?
Como nunca o fiz antes confesso então, que via de regra não me correspondem os objectos do meu amor. Terno compassivo e com um misto de autoridade sentencia:
Se me amas siga-me…
cabisbaixa opto pela indiferença – como seguir-te? se ainda falta tudo, e tudo o que sabe a tanto, se ainda falta a mistura explosiva que faz a caldeira alimentar vagão a vagão, andar e ganhar o mundo …
Se me amas siga-me, insiste meu eu extraordinário
- como te seguir? Se ainda faltam os orgasmos, não os subjectivos causados pelo olhar, faltam os de corpo, de pele, de palavras murmuradas entre apertos e gemidos…
Se me amas siga-me,
Como desistir agora? depois de dares-me a liberdade de poder ser um Eu livre da fuga voraz da fútil tentação, o que me rendeu mais conhecimento de mim, mas conhecimento da necessidade (in)voluntária do profundo querer … Porque seguir-te se ainda é hora de ousar, não em outras possibilidades, mas no reinventar o já inventado
Se me amas siga-me
Guardião de mim, não me instas que te siga, ainda é hora de reexercitar o cérebro e decifrar o me querer ambíguo. Eu sou você e estamos juntos, numa pureza transcendeste e m
e proteges e me entendes, e me correspondes, mas eu sou desejo, não dos que levam a alma a loucura mas ao bem, ao belo, ao justo, a correspondência possível…as flores…




























..um dia sentada ao lado de um poeta, lendo juntos um de seus poemas, fixei esta: "Que será de mim quando me faltares??..." Longe de mim, que em breve me faltarias. E aconteceu -exatamente no momento ingrato que para mim era o recomeço, depois da longa ausência, dificil, mas necessária - e ficou esse eterno não ter-te... mas a vida foi me ensinando a sobreviver, e fazer valer esse meu ser livre sem ti, e mesmo quando possível e oportuno não deixei que me passases do pensamento á palavra...Mas hoje faço-o, numa tentativa de aceitação do meu vazio, esse vazio deixado por tí e que por mais que o evite, permanece! E a vida vai me sendo assim: um filme opaco... E faço com a palavra essa luta expressiva comigo mesmo, em que o outro lado, a oposição, é meu próprio Eu, assim vou sendo esse ser intimo do nada, fragmentado, desnudado de tudo e em constante metamorphose, é nisso que me volto a ti, conselheira silenciosa de minhas angústias, é assim que no silêncio da madrugada reescuto-te nos dizeres da terra: "Kilumbu u kumbanza me'" MINHA MÃE!







"A Cidade está a mudar " o velho Juíz lembrou-se do que um amigo lhe dissera em tempos. Diante daquele cenário começa então a vivenciar na pele as ditas mudanças: No meio da plebe ouvia-se vinda do palácio, uma voz num misto de génio e de louco: 


























