sexta-feira, agosto 31, 2007

Eu e Eu

Novamente as discordâncias do eu
[o EU de facto e o eu lírico
Mas sigo em frente
Fazendo de ti um terceiro eu
[o alter-ego, outro EU
Oculto no lirismo dos olhos, os teus

Dos meus, o misto de verdade e utopias
Presentes também no nosso viver
De esperanças tão conscientes,
Outras vezes antecipadoras

Onde os destroços de nós

Nos remetem a um tempo novo
Que é quase concreto, mas
Nos trascende.

Da paisagem do atlântico que nos divide,
O dueto fragmentado de mim
[de
você…
Ainda acorrentados a outros quereres,
[
necessários!

Mas insisto em querer-te
Em novos espaços, novas dimensões
Que não cabem em metros quadrados…

Mas levam a anulação do nosso EU
Desarreigado de preconceitos
E sem nuances culturais

Insisto em querer-te em outras dimensões
Onde a re-invenção de nós é realidade
E redescobre nossas mentes,

corpos...

Ansiosos do despropositado querer
Expresso na troca que conduz ao auge
E dissipa as discordâncias do EU


Mathaya

2 comentários:

NAMIBIANO FERREIRA disse...

Bom dia Ana, espero que participes no Premio caneta de Ouro, foi um grande prazer indicar o teu poema Maes de Maio de Angola. Como diz o nosso amigo Decio, e' preciso dar voz a este nosso povo sofrido, ja que nao tem voz para falar!
Obrigado e boa sorte!
Namibiano

Decio Bettencourt Mateus disse...

Namibiano: Alegra-me ver-te por aqui no blog da minha amiga Mathaya que sinceramente acho um verdadeiro talento literário. Mathaya o Namibiano é um grande kamba aqui destas andanças das poesias e dos sentimentos da terra. Admiro bastante o seu talento poético. Confesso que há muito queria vos apresentar um ao outro...

Kandandu