domingo, fevereiro 01, 2009
quarta-feira, janeiro 21, 2009
WORKLOVER

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terça-feira, dezembro 23, 2008
...bastava que visses
estes miúdos simples
Saídos de becos e lixeiras
Mas que com garra e talento
Fazem o novo Hino de Angola
Bastava isso e um pouco mais
Para então entenderes
Porque não mais a ti voltei
segunda-feira, dezembro 01, 2008
CARNEIROS...
sábado, novembro 15, 2008
- Até disseram que a professora não tem problemas com o interior, que gosta de estrada e de outros ventos...- Óptimo, aliás fantástico!
Horas depois, muitas horas depois: gelo nas veias,
- esse mini motor!!! Mas, tudo bem, aliás…
- aliás o que????
- Percebido, claro, caiu, mas também dizem que forçou o piloto a manobras impróprias para mostrar suas propriedades a amigos
- hummm, isso é especulação, quem viu??? Caixa Preta? Ahahahah, não existe e se existe não acharam….
-Mas a professora tem medo??- Medo eu? Não... quer dizer
Então: Mochila nas costas, pé na estrada
quinta-feira, novembro 13, 2008
NÃO MAIS EU
Me desfarei de ti
E seguirei o curso da vida à solo
Quando não mas for eu
Serei a nulidade
Rumo ao incerto fragmentado
Longe do apego que escraviza
[martiriza…
Quando não mas for eu
Viverei sem a dor
Seguirei um novo caminho
Liberta da auto-piedade
[ da autocomiseração
Livre da realidade fabricada
Livre da insanidade do eu
[em ti
Quando eu não for mas eu!...
sábado, novembro 08, 2008
quarta-feira, outubro 08, 2008
...

terça-feira, setembro 02, 2008
In METHAMORPHOSIS III

O tempo não para, não para o querer em mim
De meu fraco poder em ti, a tatuagem
Do absurdo e da opressão do mundo, o desespero
De mim, um pouco mais de sabedoria, autoconhecimento
Da dor da mudança nenhuma obsessão, nenhuma culpa…
Em tudo, o desejo de voltar a lagartear
E tudo são possibilidades tremendamente reais!
Em ti, ou na estranha Lubavitch…
sábado, junho 28, 2008

sábado, junho 07, 2008
LUBAVITCH II
- Uma das coisas que me completa e preenche, é a coragem de falar (contigo) abertamente de nossos amores e quase-amores. Enquanto não (nos) voltamos a amar, vivemos os amores um do outro e isso é bem mais compensador que alimentar cicatrizes.
As palavras do Juiz me surpreendem, com elas um arrepio percorre-me o corpo e a alma. Ele, no alto de sua inteligência - e como em outras vezes - lê-me o pensamento e antecipa-se: desembrulha um sorriso e junta-se a mim num longo e terno abraço, que oferece calor ao cacimbo já anunciado. Mais uma vez sinto aquele velho sentimento de quere-lo sangue de minhas artérias. Porque???? tantas desilusões, mas ai estava ele, apoiado em si mesmo, em Lubavitch…
sábado, maio 03, 2008
domingo, abril 20, 2008
DAÍ A RAZÃO DA MINHA SAUDADE!
...toda vez que ganhas o céu, resta-me a cidade vazia, hoje, preenchida por uma mutamba anoitecida e escura, palco da lua cheia namoradeira, que tenta mostrar-se entre o Vernon e o que virá a ser o Zimbo. No meu peito, só o lamento por não poder resgistrar o cenário para a posteridade (por onde andam nossas sony, samsungs????).sábado, abril 19, 2008
YESTERDAY
quinta-feira, abril 17, 2008
Nostálgica da velha infância, quando sem bolo nem velinhas, havia a oração em família, onde carinhosamente ouvia-se “Deus Pai, abençoe esta miúda” (Minha Mãe!)… e o tempo passou… chegou a hora de partir, e parti na base do dito de um sábio velho replicada por meu Pai “ filhos são como barcos, no porto estão seguros, mas foram feitos para ganhar o mar..”. Parti na conquista de outros mares. Ao passar pelas estações, o Inverno foi sempre o mais impiedoso, um rasgador de velas, desestabilizador de bússola...mas ainda assim segui forte e guerreira, velejando pelos mares, afinal, vivia sob efeito de “Deus Pai, abençoe esta miúda” e a bênção era contínua, mesmo nas tempestades...
… chegou um novo tempo, o da intensidade plena, de um aprendizado involuntário, mas necessário! Com ele, as perguntas que se calaram em mim, pelo simples facto de não saber lidar com as respostas…
Dizem que para nos sentirmos completos é preciso ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro: arvores plantei algumas, as que resistiram, estão perdidas pelas florestas da vida, livros são projectos concebidos e com back ups na memória de Pcs, filho alguma vez o concebi na alma, mas tão logo floresceu o abortei, esperando então o momento certo, da concepção dupla: de corpo e alma!
Enquanto isso, busco a plenitude em outros estares, um deles é essa companhia atraente e viciante feito meu mar, como parte de mim, sem nessa redução, deixar de ser de quem sempre fui (de mim!).
É mais um ano e, sou hoje o que construí (ainda a construir) ao longo da vida: sonhos, decepções e medos, eu mesmo os determinei, e o que alguns chamam de sucesso, eu o conquistei com persistência (ainda há muito por preservar e reconquistar), as lágrimas e o sofrimento foram merecidos e fizeram-me (fazem-me) crescer e aprender…
...6:17 - lá fora, ainda a música tímida da chuva, que agora faz orquestra com as buzinas lembrando-me que é quase labour hour.
segunda-feira, abril 14, 2008
Na madrugada inconscientemente vens tú dizer-me que vives a nostalgia, esquecida nas cartas manuscritas, do tempo em que e-mails eram o futuro... sensata rendo-me ao momento, mas descubro que para dizer-te, nada mais tenho... e o momento não se eterniza... mas fica o tributo ás coisas boas, também as más - que curiosamente marcaram menos que as boas- e continuaremos sendo parte de nós, sem deixarmos de ser nós, só porque somos humanos... Dont Give Up!!!
quarta-feira, abril 02, 2008
“FEITA(S) PARA VOAR…”

ELE: então criança que titulo sugeres?
ELA: “Feitas para voar…”
ELE: sabes que eu nunca entendi muito bem essa tua frase das águias. Não te esqueças, mais do que tudo, elas são predadoras...serás também?
ELA: Serei? Provavelmente, com algumas diferenças! Predadores são concebidos para realizar uma missão: preservar a mãe natureza, e são perfeitamente adaptados a realização da tarefa para qual são concebidos,
ELE: Quais as diferenças?
ELA:A imperfeição e a impiedade, predadores funcionam como maquinas perfeitamente reguladas e quase sempre cumprem a missão de maneira impiedosa, as aguais fazem parte destas maquinas implacáveis e sumptuosas concebidas para caça, mas apesar disso elas não tem vida própria, estão para uma finalidade,
Ele: e a sua missão?
ELE: Mais do que missão um desafio: Manter-me aqui no topo da cadeia, e lutar contra o único predador de mim: o homem! Vencer o que me ameaça e constrange: os sepulcros animais e desérticos que insistem em tomar conta de nós…
… e sem mais comentários ele recolheu os manuscritos, com olhar interrogativo fez uma leitura dinâmica, como presa a fugir do predador afastou-se …
ELA (em pensamento): a única solução viável para este desafio é não fugir… Até. Mestre!!
sexta-feira, março 21, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
SAINDO DA ROTINA ( Weekend at WAKU-KUNGO)
…ainda anestesiada pela ímpar lembrança de ter rasgado as estradas do país numa super máquina. Ver chegar a noite no campo e uma meia-lua que insiste em namorar a torre da igrejinha esquecida no cume da montanha... na madrugada, emoções confumdem-se entre o sonho e a realidade, o eterno e o efémero… ao amanhecer, um céu chuvoso com cadência de gotas que molham o chão... um pouco surpresa, prendo-me no vago desassossego de meu íntimo. Ao som das gotas, junta-se o canto despercebido de um pássaro... talvez morar na cidade chega a ser um desperdício de tempo - reflicto - mas também não me vejo como gente do campo, mas aqui, pelo menos o cenário é recíproco às necessidades da alma…
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
CASTLE HAVEN, CAIS DE QU4TRO, MIÚDA!!

Ele: alooo, estás bem miúda? Sabes pá, estou num trânsito infernal,
Ela: Relaxe q isso já faz parte de nós
Ele: miúda tens ideia do que fazer para restaurar a velha ideia de amor?
Ela: por agora não, mas prometo pensar, respondo-te durante o jantar
Ele: isto é um convite? Se é…
Ela: Cais de quatro, 20:00hrs
As luzes mornas de Luanda iluminavam a Baía dando-lhe um ar namoradeiro não visível durante o dia. Encostada ao cais, aprecia o mar calmo enquanto espera pelo míuda. Para sua surpresa, na mesa oposta, aquele velho amigo de rosto sereno e em monólogo com um whisky qualquer…Outras imagens juntam-se aquela e povoam seu pensamento, e agora é ela que se vê nostálgica de um tempo que nem sabe se existiu, dos encontros nos pubs próximos a Hawley Arms na Castlehaven Road, das sentadas ate ao amanhecer no Marítimo, quando as regras duras desse tempo global não faziam parte de seu dia-a-dia… quase deixa-se dominar por um sentimento de culpa, aqule velho amigo(...) mas vence-o. Culpa tem Luanda, que de tão sem opções torna inevitáveis os reencontros… já pelo final da noite, viu-o esvaziar mais um velho esporão... sabia o quanto ele foi importante em sua vida, mas foi, passado! Sorri animada pro miúda e no intimo busca conforto (desencargo de consciencia???) em Deepak Chopra “Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento” este é o momento do miúda, é o que ela precisa, e é com ele que cabe agora discutir o como restaurar a velha ideia de amor, mesmo sabendo de antemão que ela não sabe amar como o mundo ama...
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Memórias: uma velha, um piano velho, o Jorge!
domingo, fevereiro 03, 2008
Mussulo Fragmentado
…domingo de feriado e de Carnaval (feriadão). avisto um entardecer luandino tranquilíssimo… uns esconderam-se nos seus casulos, outros abraçaram a estrada e foram ver Angola, uns há que ainda recordam mabakas, enquanto outros preparam mascaras. Eu, me divido entre os vários eus, e um deles afasta-se da cidade e vai ver o lamento do oceano, o mar me atrai, chama-me, e me convence, juntos murmuramos então a saudade do querer que partiu, e que deixou o gosto amargo de pecado…mas entre eu e o querer – ausente - uma muralha: o pedaço de mar…Mussulo fragmentado!!!!quarta-feira, janeiro 30, 2008
Meio Tom
sexta-feira, janeiro 25, 2008
QUE SERÁ DE MIM QUANDO ME FALTARES...????
..um dia sentada ao lado de um poeta, lendo juntos um de seus poemas, fixei esta: "Que será de mim quando me faltares??..." Longe de mim, que em breve me faltarias. E aconteceu -exatamente no momento ingrato que para mim era o recomeço, depois da longa ausência, dificil, mas necessária - e ficou esse eterno não ter-te... mas a vida foi me ensinando a sobreviver, e fazer valer esse meu ser livre sem ti, e mesmo quando possível e oportuno não deixei que me passases do pensamento á palavra...Mas hoje faço-o, numa tentativa de aceitação do meu vazio, esse vazio deixado por tí e que por mais que o evite, permanece! E a vida vai me sendo assim: um filme opaco... E faço com a palavra essa luta expressiva comigo mesmo, em que o outro lado, a oposição, é meu próprio Eu, assim vou sendo esse ser intimo do nada, fragmentado, desnudado de tudo e em constante metamorphose, é nisso que me volto a ti, conselheira silenciosa de minhas angústias, é assim que no silêncio da madrugada reescuto-te nos dizeres da terra: "Kilumbu u kumbanza me'" MINHA MÃE!quinta-feira, janeiro 24, 2008
GOTAS, GRAVATAS & VENENO
Ontem o Céu da minha cidade escureu e tudo indicava um novo desfile de gotas, nos trazendo à lembrança o que aconteceu ha um ano: uma Luanda de GOTAS, GRAVATAS E VENENO. O desespero, o medo, a força das águas... As marcas permanecem e o desfile das Gravatas continua...quarta-feira, janeiro 16, 2008

Mãos cansadas e delicadas
Remendam as velhas sandálias
Conhecedoras intimas das areias e do asfalto
Sem rumo definido, silenciosa caminha
Para si, sai em busca de pão
Água e alguma esperança
Entre a calçada e o asfalto, de costas á areia,
Divide longos e apressados passos
Em pensamentos revive o tempo
Em que esperançosa sonhou e lutou
Por dias melhores para os seus
Mas a pátria roubou-lhe o sonho
Um a um viu os seus partir
Podendo por eles, nem ao menos chorar
Alguns deles resistiram ao novo tempo
Mas, entregues ao álcool e a frustração
Também deixaram-na só…
Um após outro entregou-os à terra
Solicita, dos costumeiros panos pretos desfez-se
Negando-se a ser vitrine da dor !
Hoje, anos depois
Nos pés e na alma, feridas afloram trémulas
E ao tempo suplicam cura
De encontro ao Kinaxixi esquece o velho balaio
Serena embala seus panos e do mar distante
Curte o frescor desolador
E em jeito de súplica, a Deus pede um novo tempo
O tempo do eterno descanso.
domingo, janeiro 13, 2008
CONCEPÇÕES DA ALMA

Sob a brisa do entardecer
em papel
recrio as concepções da alma
e de súbito vem-me a lembrança
esse ser de meu estranho ser
Porque amar humanos?
se posso amar-te a ti
nessa criação
as vezes intelectual
e ainda assim chamar-te amor!
Se posso recriar-te
sem temores, sem ilusões
sem tristezas, e longe de conflitos
Subitamente me lembro
que gosto tanto
desse seu não ser humano
mais do que a vastidão de humanos
e nisso nos parecemos, talvez!
Anoitece
Da criativa alma escuto:
há de ser assim por muito tempo!
Querer-te sideral
longe de temores, ilusões
as vezes de um jeito intelectual
e apesar disso chamar-te amor
Talvez, seja assim para sempre!
terça-feira, janeiro 08, 2008
BIOGRAFIA
Com versos proliferando
O coração que ama
Recosturar a biografia
Emergida do Sonho
De uma dura realidade
Deixar fluir ares mais amenos
Ares que reflictam o amanhã
Juntar cacos
Reconjuga-los no plural
Exorcisar da biografia
Todo passado
Sem dor, sem ressentimento
Deixar fluir novos sentimentos
Voltar a palmilhar cada espaço
Voltar a ser meninva
Sonhar, viver, amar...
quarta-feira, janeiro 02, 2008
2008! VIVA O ANO NOVO TODO ANO!

quinta-feira, novembro 15, 2007
Eu não sei chorar como o mundo chora Mas não as traduzo em lágrimas
Simplesmente vivo
E por que lágrimas? Para quê me serviriam?
Se a viagem ainda é longa, Se lágrimas ofuscam a visão
Eu não sei amar como o mundo ama
Mas por eles não luto, Simplesmente os deixo fluir
E por que lutar? Por que subjugar, dominar
Se lutas deixam feridas e feridas dificultam o caminhar
Eu não sei prender como o mundo prende
Que nos permite chegar e partir
E por que prender? Se prender nos faz perder
E perdedores não podem caminhar
Eu não sei querer ficar quando o ideal é partir
domingo, outubro 14, 2007
EXISTÊNCIA X LIBERDADE

Amanhã não estarei mais em cartaz
E terás perdido a oportunidade ímpar
De comigo contracenar
Amanhã a peça será outra,
E a cena será de crianças e adultos
Actores de um humanismo genuíno
Amanhã já de liberdade conquistada
E junto aos de Eu refeito
Serei então, conselheira de tuas angústias
E diante das possibilidades de escolha
Serás legislador de ti mesmo
Pronto para o duelo existência/liberdade
Quem sabe amanhã
Tú em outro Eu, intensamente provocante
Ainda te queira em cena, mercúrio!
Amanhã!
I was up all night…
terça-feira, setembro 25, 2007
...
sexta-feira, setembro 21, 2007
EM NOME DA LEI II
"A Cidade está a mudar " o velho Juíz lembrou-se do que um amigo lhe dissera em tempos. Diante daquele cenário começa então a vivenciar na pele as ditas mudanças: No meio da plebe ouvia-se vinda do palácio, uma voz num misto de génio e de louco: "EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe - CRISTO NAZARENO - e galileu de nação, homem sedicioso, contra a Lei Mosaica - por INSUBORDINAÇÃO ao grande Imperador TIBÉRIO CÉSAR. Determino e ordeno por esta, que se lhe dê morte na cruz...Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer condição ou franja da sociedade se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de INSUBORDINAÇÃO contra o Imperador Romano" As reações foram rápidas:o antropólogo, também estilista com um ar muito calmo exibiu uma frase de revolta: " The raping by the ass of a beautifull teen virgin called democracy, I said 4 years for what?" o político falou para os mídia e mostrou-se muito decepcionado com o fim, o pensador e formador de opinião permaneceu mudo e todos entenderam o porquê, o próprio César -antes mesmo da sentença-fez as malas e foi ver uma velha amiga-muita velha imperatriz - de um estado amigo de Roma. O sóciologo que sempre quis ser juiz, não tinha muito interesse na sentença como tal, esperava apenas mais argumento, mais retórica e triste desabafou: bah que decepção!!! Julgamento isso? foi mais uma grande fantochada concebida por quem o promoveu para dali extrair dividendos políticos! Os discipulos, por incrível que pareça esconderam-se todos em tocas, mudaram de identidade, uns até converteram-se a César. Nos muros do palácio frases a favor e contra foram grafadas pelo Senso comum.
E este juíz ainda muito embaralhado com o cenário, seguiu em frente subordinado a seus próprios pensamentos, e sobre os seus quase dois metros de altura murmurou cabisbaixo: " a cidade está a mudar!!! Está dada a sentença!" E ainda em pensamentos lembrou a velha máxima romana Vae Victis! (Ai dos vencidos!)
terça-feira, setembro 18, 2007
SINGELA HOMENAGEM

Lembrei-me então de ontem a noite: Três gerações - a de meu Pai, a minha, e a depois de mim - reuniram-se na sala lá de casa, todos em torno do tão esperado feriadão. Se aos últimos a data quase nada dizia, aos da geração de meu pai e aos da minha, era sinónimo de nostalgia! Meu pai lembrou nostálgico aquele 22 de Agosto, quando nossa cidade natal foi palco do último discurso do agora “Guia Imortal”: “tem kizakaé??” perguntara o líder levando o povo ao delírio, fazia-se já sentir a pouca intensidade da voz do líder; minutos depois, Maria Eugenia lhe passara um bilhetinho. Desculpou-se então por não poder fazer um discurso mais longo: “minha voz não esta boa”.
Quase 20 dias depois o país vestiu-se de preto e as lágrimas rolaram inconsoláveis, a nós que éramos criancinhas nos foi passada a mensagem de que não teríamos mais brinquedos, pois o camarada presidente uafú kya, e com o olhar cravado na foto do líder, inconsoláveis, juntamo-nos áo pranto dos adultos: povo a chorar, povo a gritar Netuéé …
Agora vejo-te ai Neto poeta! Sabes tu do que vem acontecendo além do Zaire e Kalahari? Que fazes ai de braço erguido? Sabes que roubaram-nos a esperança e quase nada mais inspira nossas consciências desesperadas. Nas Sanzalas, nos subúrbios e nas cidades, os negros continuam em desespero abandonados a sua própria sorte.
Ai Neto, 28 anos depois não tem bancos no Kinaxixe, onde sonhaste sentar e ver os servos de pais também servos em busca de alguma felicidade e glória. Meu caro Neto, vivemos em bairros cada vez mais escuros onde nosso desejo de SER é utópico, e nossas mães Neto, ainda morrem porque foram-se os médicos humanistas, nos restam os capitalistas, e quando nós mesmo não podemos traze-las à vida, morremos então, e no ar ouve-se em sintonia o chora da Africa, Neto! E em muitos de nós ainda persiste a vergonha de as chamarmos MÂE.
Neto meu poeta, já não se fazem mais amigos - como aquele teu - o Mussunda- capazes de SER no espírito e na Inteligência! Nós simplesmente não SOMOS MAIS, Neto!
Mas fizeram-te herói, e hoje vão render-te homenagem lá onde fizeste teu ultimo discurso, e vão faze-lo novamente em outros Setembros … e tú amigo Neto enquanto permaneces ai no silencio de pedra, aquela outra geração depois da minha, passa por aqui e não sabe que ai onde vives havia um blindado, símbolo de uma guerra da qual se calhar nem cúmplice foste meu poeta, (poetas não fazem guerras!).
Estes míudos que ai dormem não sabem nem de longe daquele velho lema “pioneiros de Agostinho Neto na construção do Socialismo, tudo pelo povo” esses nem são pioneiros, são simplesmente uns putos, que sem pão e sem casa tem por sombra os teus inertes pés Neto, marginalizados pelo sistema, pela vida…
Neto agora preciso ir, até porque a fila dos comburentes está bastante avançada. Sei que logo mais dois bons amigos vão fazer-me aquela crítica de sempre: Como insistes em oferecer superqualidades a alguém que em nome da utopia socialista, ignorou todos os axiomas de justiça e ofereceu ao país o espectáculo da morte e da ruína que persiste até hoje? Que responderei a eles Neto? O Mesmo de sempre: o Meu Neto é o POETA!
Sei que um deles - o entendido em poesia - ainda vai comentar da relação linear entre politica e poesia em Agostinho Neto…talvez ai eu fique sem comentários. Mas ainda assim, deixo no ar essa singela lembrança, essa singela homenagem a ti, para deleite da geração do meu Pai, da minha, e quem sabe mesmo da depois da minha, Sagrada Esperança!!
quinta-feira, setembro 06, 2007
Desconexa
sexta-feira, agosto 31, 2007
Eu e Eu
Novamente as discordâncias do eu[o EU de facto e o eu lírico
Mas sigo em frente
Fazendo de ti um terceiro eu
[o alter-ego, outro EU
Oculto no lirismo dos olhos, os teus
Dos meus, o misto de verdade e utopias
Presentes também no nosso viver
De esperanças tão conscientes,
Outras vezes antecipadoras
Onde os destroços de nós
Nos remetem a um tempo novo
Que é quase concreto, mas
Nos trascende.
Da paisagem do atlântico que nos divide,
O dueto fragmentado de mim
[de você…
Ainda acorrentados a outros quereres,
[necessários!
Mas insisto em querer-te
Em novos espaços, novas dimensões
Que não cabem em metros quadrados…
Mas levam a anulação do nosso EU
Desarreigado de preconceitos
E sem nuances culturais
Insisto em querer-te em outras dimensões
Onde a re-invenção de nós é realidade
E redescobre nossas mentes,
corpos...
Ansiosos do despropositado querer
Expresso na troca que conduz ao auge
E dissipa as discordâncias do EU
Mathaya
sábado, agosto 11, 2007
VISION

quarta-feira, agosto 01, 2007
LUBAVITCH

terça-feira, julho 24, 2007
ABSTINÊNCIA POÉTICA ESTÉTICA

quarta-feira, julho 18, 2007
BE STRONG AT CROSSROADS

As vezes é num abrir e fechar de olhos que nos damos conta que nosso castelo é de areia e pode ruir a qualquer momento, o ideal é não lamentar muita coisa, desculpar-se a si mesmo e aos outros sempre que for necessário, chorar quando as lágrimas não quiserem parar, reescutar pensamentos, palavras: Crossoroads of life !
"Sometimes, when I look back and think of all the(Author Unknown)
could-have-beens in my life,
I often wonder:
Did I make the right
choice....
Did I miss a road sign....
Am I on the right track....
C R O S S R O A D S.....
They happen all the time,
Saying
goodbye to some,
Choosing only one.
Letting go, holding on... settling
for now,
But facing what must come....
Yes, in life we all reach a
crossroad sometime.
We make painful decisions and take some risks
as we
pursue our dreams.
But one should not stay at the CROSSROADS too long.
For even the birds have to leave their nests sometime
& learn how to
fly.
Life's road is long & rough, and there are stretches
when
one has to do it all alone.
And should you meet the cross at the road,
be consoled.
Yes, more often than not, the road less traveled
will
surely bring you home.
Face the light and the shadow falls behind you.
Turn your back & the shadow stays in front of you.
Indeed, the
truth hurts,
but it will surely set you free.
The bitter pangs of
parting will give birth to
another moment called GROWING.
So grow
on..... until it's time for you to move on....
and face the crossroads
again,
knowing that God loves you and is in control of
everything.
Be strong at the CROSSROADS
Embrace the CROSS at the ROAD.
The Lord is at the cross, at the road,
at all your CROSSROADS......
quinta-feira, junho 28, 2007
MUNDO MEU; MUNDO NOSSO
Hoje eu voltei a chorar, não foi de saudade, foi de emoção, emoção de voltar ouvir a gravação original de mundo meu mundo nosso, quem me conhece e conviveu comigo no mínimo mais de 24 horas sabe, como naturalmente essa musiquinha de criança flúi em mim…
Quero ter um sonho longo e tão feliz
Perseguir nas chanas a lebre e a perdiz
E sentir que os animais são livres como eu
Crianças como eu sem medo como eu
Quero edificar um circo pra todos como eu
Sorrir cantar criar um mudo como o meu
Terra maravilha de bailados encantar
A felicidade sendo um bolo a repartir
Amor a dividir crianças a sorrir
Quero ser um entre todos os que devem sentir
Amor fraternidade no nosso porvir
Aguas nessa chana bóias nesse mar
Sonho nesta noite em que ninguém mais quer sonhar
Um vastíssimo obrigado ao KK que me trouxe de volta essa relíquia da infância que me faz estar entre os que ainda querem sonhar!!!
quinta-feira, junho 14, 2007
CONSTELAÇÃO MERCÚRIO

Eu e o destino sobre o cais
Peito sufocado, asas á imaginação
O Eu atrevido ouve-me o soluçar
De bits e ritmos incertos
Dos corpos separados, constelações…
Eu no cais
Sem cheiro, sem toque, sem pele
Nem por isso menos intenso e belo
Esse desejo feito pingo de mercúrio
No céu a lua cheia e nua
Reflecte os repetitivos nauns ao desejo
Realidades feitas de distância
De saudade, mercúrio, mercúrio, mercúrio
E na tentativa de reter as gotas
Mãos Afrodite abrem-se no vazio
Fazendo-me vítima da libido do Eu
E viajo aos jardins intangíveis
Feitos possíveis pela imaginação
No cais
Eu, a distância, o medo
Um único medo: De mim!
Peito sufocado, asas á imaginação
Nas constelações bits e ritmos incertos
Eu Afrodite, mercúrio, mercúrio, mercúrio...
© A.Mathaya Junho/2007
quinta-feira, maio 24, 2007
NÓS E O NOSSO PETRÓLEO

O petróleo é nosso e a Sonangol também! como a praça é do povo e o céu é da andorinha.
(Qualquer semlhança com Castro LAves é "mera conscidência")
- Alô, Fala ai amiga, daqui é a Muiny das Europas!! como está a Banda?
- Olá ah quanto tempo!!!
- Nem posso falar muito amiga, diz-me: é verdade que a Sonangol vai ser privatizada?
- Que eu saiba não
- Epá estão aqui a dizer que vai as mãos de empresas estrangeiras
- Humm, o que sei é que abriu-se sim o país para o capital estrangeiro (isso não é de hoje) para a exploração do petróleo em águas profundas, (ultra profundas) afinal não temos capital nem tecnologia.- ah
- Olha fica tranquila ainda vale aquela lei Lei n.º13/78, de 26 de Agosto:
- Epá menos mal e ainda por cima o nossa Cabinda dá-se o luxo de variar em patamares acima do WTI- Ahahhaa, Já estás com “economes”??? Olha vou bazar, é que mal consegui dormir com essa da privatização da “Sona”
- Fique tranquila: O petróleo é nosso e a Sonangol também Do mesmo que a praça é do povo e o céu é da andorinha
-Epa fixe, ligo-te um outro dia!
sexta-feira, maio 18, 2007
CARO DIRECTOR

Caro Director, como de costume o garoto trouxe-me o jornal, dei-lhe KZ 500 e não me deu o troco – uma bela maneira de perpetuar nossa relação de compra e venda. Senhor Director, não é sobre o vendedor que desejo falar, é sobre o seu jornal, por sinal o único diário da capital, do país. Director não podia deixar de transmitir-lhe minha felicidade em relação a inovação de hoje: o Caderno Economia & Finanças, parabéns director, isso deveria acontecer há muito - afinal é assim em quase todos os grandes diários do mundo (o nosso JA é grande meu director!) – cansava-nos já aquela pequena página de economia, quase sempre trazendo mesmices: crescimento dos bancos, empresas telefónica, petrolíferas para variar um e outro lance da relação Angola-China (é o que está a dar!) e o sempre cantinho das taxas de cambio (de grande utilidade)
Director, não sei de quem foi a ideia inovadora, se sua ou do Editor, Parabéns! Apenas lamento o facto de não constar nenhum e-mail na ficha técnica, para eu poder então “emailar” minha satisfação e meu elogio! Meu caro director tive esperança de achar o e-mail do caderno na ficha técnica central, mas imagine: tem lá apenas um “e-mail centralizado” um tal de jornaldeangola@.... Director eu sou tão insistente e persistente que decidi ver o site do seu jornal: que surpresa meu caro director!!! Aquele envelopezinho de contacte-nos, escreva para nós, não funciona director!! Que tristeza meu director! Ah, eu ainda vi um tal de cartadoleitor@hot..., mas eu não pretendo reclamar dos buracos, da violência, da edel… eu queria somente fazer um elogio exclusivo ao seu editor quem com certeza não cabe em carta do leitor. Director, fiquei sinceramente sem alternativa e com uma grande pergunta: essa ausência de meios modernos que facilitem do contacto com o leitor é intencional? É um exercício voluntário de centralização e controle? Director eu prefiro que a resposta para todas as perguntas seja negativa, prefiro pensar que o JÁ ainda está a adaptar-se ao mundo da informação electrónica. Voltando ao caderno director, mais uma vez parabéns, tragam ao caderno as análises do admirável Alves da Rocha, e de outros pensologos da área, tragam estatísticas, números. Ah, antes que eu esqueça Director, são 16 folhas no caderno e 9 dedicadas a publicidade, (não será muito??) O JA já tem um sem número de classificados, necrologia, nosso caderno não precisava estar cheio disso novamente,!!! E uma última: a matéria sobre a queda livre do dólar é pontual, mas por favor não nos privem da tabela de câmbio. Bom fim de semana director! Ja que lhe não posso emailar, vou então blogar!
quarta-feira, maio 16, 2007
A MICROFISICA DOS (nosos) MAGNATAS DO PODER
Nessa matéria dou meu voto aquele jornalista do “voto na matéria” e um ponto para aquele professor universitário que descobriu o homos angolensis suficientis, estes dois desfilam sem nenhum problema seus bibes africanos, negando-se quase sempre ao casaco e a gravata.
Mais grave que isso, é a servidão voluntária dos lambe botas do poder, dispostos a qualquer sacrifício para sustentar a proximidade ao poder e no intimo o desejo profundo de um dia serem o próprio poder.
O importante não é ter poder, é saber usa-lo, assim escreveu Foucault: como tal o poder não existe, existem sim relações práticas de poder!
terça-feira, abril 17, 2007
TPA( Tensão Pré Aniversário)

Minha vida estes dias transformou-se num verdadeiro festival de repetições, que não são somente as minhas mas as de muitos moradores de luanda e arredores, os mesmos buracos, a mesma escuridão, os mesmos depósitos vazios, as mesmas mentes incautas, cauterizadas… tudo isso nos leva a ser aquilo que Pinto de Andrade chamou de hommos angolensis… (ou algo parecido) mas não é destas generalidades que pretendo falar, meu Post hoje é sobre minha TPA que a esta hora já é simplesmente TA (tensão aniversarial) esse sentimento estranho que vai se apossando de mim na Glória dos meus 33 anos -uns insistem em dizer que são 29, 0utros 30, meus projenitores jamais errariam! - são gloriosos 33 -( a idade de Cristo) vindos de 1974.
Fragmentos? Muitos! Um sem número de momentos felizes intercalados de angústias, de gratificante euforia, com as coisas, momentos e pessoas que a vida me brindou, ainda brinda, uma dessas pessoas é meu Gurú, que participa de minhas angústias mas junta-se a mim também nas alegrias, na junção dos fragmentos, essa figura deliciosamente humana, com seus impedimentos, algumas vezes em maior escala que os meus...
Mas até nisso vejo glórias, pois a vida me tem ensinado a fazer da felicidade um sentimento duradouro, a encontrar essa tal felicidade em que cada circunstância, mesmo nas mais adversas, é isso... se algum dos leitores destas humildes palavras perguntar o que representam estes anos, certamente direi que nâo representam nada acabado, afinal ainda estou (estamos) em Metamorfose, ainda o juntar de pedaços, o desejo de ser, ainda a mesma inquietude... ainda a pergunta calada nas entrelinhas das repetições: o que faria Cristo em meus passos? ainda...
terça-feira, abril 10, 2007
MÃES DE MAIO (de Angola)
(De Angola)
É cedo demais para desistir!
É o clamor das mães por seus filhos
Na luta pela vida, pelo amor, Um direito!
Solidárias, decididas juntam-se a eles
Negam o direito enquanto abstracção
Buscam a essência do homem. Ser humano!
Sustentam-se em quimeras faraónicas
Na precariedade insolente do tempo
Da história retiram o imponente alento
Dos que sem posse e sem pompas
Limitados pela carne instigaram o amor
Deixando rastros e trilhas de sangue. Ódio!
Fogem do prazer descartado da libido
E o sepultam na sagacidade da alma
Da beleza de mulher e força de mãe
Apenas restam as marcas do tempo. Renúncia!
Em quimeras visitam os Mayombes
Kuymas, Késsuas e Kuanavales...
Tentam neles rebuscar sua essência. Sonho!
Mas ela se perdeu, aí não mais vive.
Cúmplices do tempo ainda buscam o direito
E é da recôndita sapiência da alma
Que ouvem o grito simultâneo de outros filhos:
“NÓS AINDA NÃO DESISTIMOS MÃE”. Esperança!
©Ana Mathaya. In E.S 2002
“A semelhança das mães da Praça de Maio na Argentina, de nossa terra também se houve o clamor e a dor das mães, brigando pelo direito dos filhos, dos que ainda vivem, e daqueles cujos nomes a vida ofereceu ao anonimato e à história. Mas a própria história, um dia, far-se-á juiz do tempo, do direito, da vida...
...Ainda há esperança, e a esperança somos nós! MÃE ANGOLA!”











